sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Blog, Jornal ou as duas coisas?



     Quem trabalha com jornal escolar é frequentemente questionado: por que não fazer um blog?  É uma pergunta pertinente, que leva a interrogar-se sobre as vantagens e exigências apresentadas por um e outro recurso.
   De início, é importante considerar que embora sejam muito diferentes no que diz respeito ao suporte da comunicação (situado no registro virtual e real respectivamente, para o blog e o jornal), as duas mídias colocam idênticos desafios pedagógicos sobre o modo de produção dos conteúdos e de edição. Blogs e jornais escolares não têm nenhuma relevância se forem meros exercícios escolares autoritários. A modernidade tecnológica ou a tradição não apresentam, em si mesmos, nenhuma vantagem ou desvantagem no campo crucial dos processos – tudo é pedagogia.
     Isso dito, é fácil perceber a enorme vantagem que tem os blogs, por veicular conteúdo multimídia praticamente ilimitado. Para que essa vantagem tenha um significado concreto, porém, precisam ser alimentados permanentemente, pois na terceira ou quarta vez que abrimos um blog não atualizado, deixamos de visitá-lo. É um fato facilmente comprovável que muitas escolas têm dificuldades em manter esse ritmo. Nesses casos, a vantagem teórica pode se transformar em uma desvantagem real. Eis então um primeiro grande desafio para o blog escolar: precisa ter fôlego e trabalho constante!
     Em comparação, o jornal escolar está limitado – limitadíssimo – no conteúdo que pode oferecer, mas não sofre o problema da atualização, pois é um produto “fechado”, que circula completo. Fica desatualizado e sai de circulação. Mas renasce na próxima edição.
    Outra notável característica do blog é a interatividade, universal e instantânea. No jornal escolar ela é limitada, pois se realiza de uma edição para outra, através das cartas dos leitores. Deve-se considerar, porém, que o fato de ser um objeto real, o transforma em suporte de momentos de convívio, pois pode ser lido e comentado entre amigos ou colegas, recortado, colado, transformado em um aviãozinho de papel…
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZ6276ejp7HJhqdZKppgHR1LOqY2IE8k03EVggb5PNJhEe_Bvf9sVF2cpSB3L4CcW5NAt9GQT74ZXUwI-9rz3xlUNHUS-F4Dgrx2NocjXGu1ClNpwiyzDJHEo0rbP03CbwtE9mNKxaZYx-/s1600/jornal+impresso.gif
    Seja como for, nos dois casos a interatividade coloca o mesmo desafio à fibra democrática das escolas: Qual é o grau de liberdade permitida aos leitores e internautas? Quem decide o que será publicado, ou não? O fato da interatividade ser instantânea e potencialmente massiva, no blog, agrega uma urgência às decisões que devem ser tomadas, o que não facilita as coisas para os moderadores da ferramenta.
    Do ponto de vista da circulação, a facilidade do blog escolar é a priori enorme. Por se situar no mundo virtual, pode ser acessado a qualquer momento, em qualquer lugar; pode ser compartilhado e replicado através de emails e redes sociais. Olhando mais de perto, porém, essa facilidade reduz suas proporções, pois a afirmação de que o blog se situa no mundo virtual não é totalmente verdadeira: para acessá-lo é necessária a mediação de um kit tecnológico, formado por um dispositivo de acesso (computador, tablet etc.) e conexão com a internet. Esses equipamentos não estão sempre disponíveis aos alunos e suas famílias.
    Neste ponto, a simplicidade constitui uma vantagem para o jornal escolar. O estudante recebe na escola, coloca na mochila, e o jornal já está circulando. A distribuição em reuniões de pais e a leitura em sala de aula completam sua eficácia para chegar à comunidade escolar.
    Percebemos que do ponto de vista da circulação as duas mídias têm natureza bem diferentes. O blog requer que o leitor vá ao meio, que ele tenha a intenção – combinação de lembrança e de interesse – de acessá-lo. O jornal escolar, ao contrário, vai ao encontro do leitor e propõe um acesso instantâneo: basta pegar e ler.
     Então, blog ou jornal? Qual é a melhor opção? O melhor é mesmo recusar a pergunta!
     Por que não pensar no conjunto blog + jornal escolar? O jornal escolar parece ser a melhor opção para projetos de comunicação que apostem no contato com a comunidade escolar e o bairro. Já o blog é imprescindível para projetos que buscam contatos com pessoas de outros bairros, municípios, estados ou países, às quais a escola e os estudantes não podem chegar pelo jornal.
Texto de Daniel Raviolo

Tecnologia: uma ferramenta na produção do conhecimento

  O papel do professor

    O mundo contemporâneo é marcado pelo surgimento acelerado de novas tecnologias da informação e comunicação, que provocam mudanças espetaculares na maneira de nos comunicarmos, e também como estudamos, trabalhamos, pensamos e decidimos. 
    Em um contexto de sociedade da informação, a escola surge como espaço natural de ensino e convivência com a cultura da informática e da informação. Algumas vezes como suporte para o conteúdo previsto no currículo formal, outras como atividade alternativa ao dia-a-dia escolar ou até mesmo, como protagonistas da atividade educacional.
   Contudo, o uso da Internet e, principalmente do computador dentro da escola, ainda é
incipiente pelos docentes. Parte dessa falta de iniciativa dos professores é consequência da ausência de qualificação para aplicação da tecnologia em sala de aula.
   O desenvolvimento da interface gráfica e a simplificação do processo de comunicação entre computadores com a criação de ferramentas como a Web, parece ter simplificado a manipulação de dados e objetos no ambiente informacional. Encontrar um endereço na Internet, escrever um e-mail e até mesmo falar com outro internauta deixou de ser um evento complexo. 
     O fato de ser mais fácil utilizar o computador e a Internet significa o afastamento de um dos obstáculos para a aplicação de novas tecnologias no cotidiano escolar. A formação dos docentes para utilização dos recursos, portanto, não pode unicamente ter como objetivo o uso do computador na escola, o que faz com que a máquina pareça muito mais complexa do que realmente é.  
     Nesta era da informação e comunicação, que se quer também era do conhecimento, a escola não detém o monopólio do saber. 
   Sem alteração da prática pedagógica, a tecnologia não consegue transformar a educação escolar.  O papel transformador da tecnologia está refém da postura do docente, assunto que vamos tratar a seguir.
    Em síntese, a tecnologia tem um papel essencial no ensino ao permitir que os alunos trabalhem a partir de temas, projetos e atividades extra curriculares. A informática e o computador são apenas e tão somente meios pelos quais podemos desenvolver a inteligência, flexibilidade, criticidade e criatividade.
   Em resumo, o uso efetivo da tecnologia por parte dos alunos, passa primeiro por uma assimilação da tecnologia pelos docentes.

Exemplos do uso do webjornal em escolas

Seguem os links do uso do webjornal em duas escolas. 

Nossa intenção é apenas exemplificar como o jornal digital já foi adotado por algumas escolas e turmas em seus segmentos e como os alunos corresponderam a essa ideia.

Este possui artigos orientados pelos professores, criados e ilustrados por crianças dos ciclos I e II da "Escola Municipal Paulo Teixeira de Mendonça" localizada em Goiânia.
http://jornaleletronicoavozdoaluno3.blogspot.com/
Já este, possui postagens de alunos do 3º ano do ensino médio da "Escola Érico Veríssimo" situada no Rio Grande do Sul.
   
 
Percebeu algumas diferenças ou algumas semelhanças entre eles?
    Deixe como comentário aquelas que você percebeu!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Como criar um Web Jornal

Como elaborar o seu Web Jornal:

1 - NOME DO JORNAL - Primeiramente escolha um nome para ele.

2 - EDITOR (no caso, usar nome do grupo de alunos que fez o jornal ou da escola), data, slogan. Editor é a pessoa responsável pela coordenação e qualidade do conteúdo de uma publicação.

3 - MANCHETE É o título principal publicado com grande destaque, indicando o fato jornalístico de maior importância.

4 - LEAD OU LIDE
É a abertura da notícia ou reportagem.Apresenta o assunto resumidamente,
respondendo às questões: quem? o quê? quando? por quê? como? onde?

A primeira página apresenta, resumidamente, variados assuntos que serão explorados com mais detalhes nas páginas seguintes, além do índice e da previsão do tempo.

Agora é importante que você saiba alguns termos técnicos e como funcionam para poder organizar seu jornal:

•    Texto: o texto jornalístico deve ser claro, objetivo e direto. Para o jornal online, os textos devem ter no máximo três ou quatro parágrafos não muito longos para no cansar o leitor. O autor pode interferir interpretando os fatos, mas nunca dando sua opinio pessoal.

•    Edição:  reunião do material jornalstico distribuído nas páginas web. Podemos numerar as edições na primeira página do jornal web.

•    Títulos e legendas: devem ser curtos, claros e específicos.

•    Artigo:  um gênero de texto jornalístico que o autor pode opinar sobre o assunto.

•    Chamada: texto curto para chamar a ateno para uma determinada notícia. Pode ser usado tanto na primeira página quanto em outras páginas. A chamada deve resumir as informações mais significativas e depois remeter o leitor para a página na qual está todo o texto na íntegra.

•    Coluna:  uma parte do jornal que algum escreve regularmente, podendo dar sua opinião sobre quaisquer assuntos.

•    Expediente:  uma parte do jornal em que são publicadas informações sobre o próprio jornal, como os nomes dos participantes e quais as suas participações na criação de cada edição.

•    Fotografia: Uma foto pode ser mais expressiva do que uma excelente reportagem. No jornalismo o valor informativo  mais importante do que a qualidade técnica de uma foto.

•    Entrevista: Texto realizado a partir de perguntas dirigidas a outras pessoas pelo autor. Pode ser escrita em forma de perguntas e respostas ou em texto formal.

Já no site:
http://sites.google.com/site/eduardadc/tecnologias-na-escola/editores-de-texto/algumas-propostas-de-atividades-com-editores-de-texto/jornal-on-line-escolar 
Andréa de Carli, autora do blog, nos dá ideias para a elaboração de um jornal.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Produção de Jornal na Escola

    Jornal-mural, jornal no rádio, na TV ou na Internet são algumas das diversas formas de se produzir jornal na escola. Em todas essas atividades, é importante sabermos que a sua finalidade é informar o público da maneira mais clara e objetiva possível.

   Para qualquer modalidade que o grupo escolher, o processo de produção inclui, entre outras etapas: a escolha do nome do jornal e dos assuntos a serem abordados; a discussão dos dados apurados; a escrita dos textos; a produção das imagens; definição dos títulos das matérias; a diagramação e a distribuição/veiculação do jornal concluído.

    A equipe deve se reunir e decidir sobre o formato do jornal, o público a que ele se destina e o grupo que vai trabalhar em cada tarefa. É importante que todos percebam as diferentes habilidades que podem ser desenvolvidas nessa atividade. Alguns alunos se interessam mais pelas imagens (desenho ou foto); outros, que gostam mais de escrever, se interessam pelos textos; outros, pela logística da distribuição e ainda há os que preferem trabalhar com a informática, quando a produção é informatizada.
 
  O importante é que, durante as atividades, o grupo consiga exercer um diálogo e que todos tenham garantido o direito de opinar. O trabalho do diretor, repórter, redator, editor, ilustrador, diagramador, distribuidor, entre outras funções, deve ser igualmente valorizado para que o grupo tenha êxito no trabalho final.

   Trabalhar com jornal na escola não é uma atividade nova. Na década de 20, o professor francês Célestin Freinet já defendia e aplicava projetos como jornal escolar. De lá para cá, o jornal escolar disseminou-se por todo mundo, tornando-se uma importante atividade no âmbito escolar.

Fonte:
http://www.educared.org/educa/index.cfm?pg=textoapoio.ds_home&id_comunidade=15#140